Setor de energia é o mais comprometido com carbono zero, aponta estudo da PwC
A indústria mundial de energia elétrica e de serviços de utilidade pública são as que mais têm compromissos com a descarbonização. Quarenta por cento dos executivos que responderam a uma pesquisa da PwC sobre as perspectivas econômicas globais para 2022 que disseram ter assumido compromissos com o carbono zero são da indústria de utilities, ao passo que executivos do setor de energia corresponderam a 39%.
O estudo da PwC apontou que 27% dos presidente de empresas no Brasil e 22% no mundo assumiram compromissos de meta zero para emissão de carbono, enquanto 29% no Brasil disseram que estão com compromissos em andamento, mesmo número da média global.
Além disso, 31% dos executivos no Brasil e 26% no mundo declararam terem firmado compromissos de carbono neutro, revela o estudo. O percentual de participantes que não assumiu nenhum dos dois compromissos é de 36% no mundo.
A 25ª edição da Pesquisa Anual Global com CEOs da PwC ouviu mais de 4.400 executivos, em 89 países, com uma participação expressiva de líderes do Brasil. No quesito ESG, o estudo concluiu que as estratégias das empresas ainda são influenciadas principalmente por métricas de negócios não condicionadas às questões ambientais e sociais.
“A maioria dos CEOs no Brasil e no mundo tem metas relacionadas à satisfação do cliente, engajamento de funcionários e automação ou digitalização incluídas em suas estratégias de longo prazo, quando questionados sobre resultados não financeiros vinculados ao desempenho do negócio. Entretanto, metas relacionadas à diversidade de gênero, redução de emissões de CO2 e índices de representatividade étnica foram mencionadas por 13% ou menos dos CEOs como parte do seu plano de remuneração variável, afirmou a PwC”.
Retomada da economia
O levantamento da PwC apontou ainda que 77% dos participantes no Brasil e no mundo acreditam na retomada econômica global e local em 2022. Apesar do alto índice, aponta a empresa global de consultoria, o percentual revela que o otimismo do brasileiro diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado – 85% dos presidentes acreditavam em uma melhora da economia local em 2021.
“A aceleração da vacinação e a retomada gradual da vida e dos negócios são as principais razões desse otimismo no Brasil e no mundo, com os executivos seguindo com seus planos de investimentos e contratações de talentos para o desenvolvimento de suas atividades”, afirma Marco Castro, sócio-presidente da PwC Brasil.
Fonte: Energia Hoje -27.01.2022


